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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
Livros Publicados:
a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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terça-feira, outubro 21, 2008

DÉCIMOS OITAVOS ALUMBRAMENTOS
Gupiara continuava crescendo a passos largos, enquanto a maioria de sua população não crescia a passos curtos. A distância entre elas avolumava-se com uma maior intensidade, visto que os mandatários acercavam-se da carência e ignorância de seu povo investindo mais em obras de interesses duvidosos (como já denunciamos anteriormente aqui), deixando os habitantes pobres em segundo ou terceiro planos e na sua já costumeira amargura.

Era visível e notório tal procedimento, sobretudo quando indiretamente planejavam vultuosas e vultosas arteirices. Mas, mesmo sabendo-se da impostura que era peculiar nestes casos, nada se podia fazer, pois tudo tinha seu lado entremostrado e depois projetado com ardilosa perspicácia. Ardume no fiofó dos outros parece refrescamento, não? Sim, sim, principalmente quando se envolvem singularidades. Ou, então, excrescências. O antegozo ou antegosto de atos e fatos...
Na adolescência a gente incha e se enche de prazer, querendo a todo instante explodir junto à mulher amada. É um momento delicioso em que você é despertado por um estímulo causado num órgão receptor e de imediato levado ao sistema nervoso central. Troços que chegam, assim, de supetão. São expectativas, fervências. Mudanças psicológicas e corporais.

E quando se quer algo impróprio tudo se faz para adquiri-lo, porque certamente é mais gostoso. O proibitivo é desejado, uma proeza de quem o consegue. Também não deixa de ser um risco, porquanto você fica à mercê de ser descoberto a qualquer momento. Tendo-se ponderação os acontecimentos fluem com melhor tranqüilidade e correm assoberbados.
No caso em questão, isto é, da audácia e conseqüente dúvida acerca de comentários sobre os meus anotados e intrigados versos, fiquei com um pouco de receio e esperei uma decisão de minha namorada. (Ah, que bela ela estava naquela sua aparente ingenuidade!). Tinha quase certeza de que tudo não passava mesmo de mexericos, entrecortados com palavras ditas e desditas.

Pude estimar, com clareza, todos os falatórios. E deduzi que a razão estava acima da aclamação, porém, no mesmo nível da aclaração. Iria gracitar com minha Gracita e ninguém a tiraria de mim, a não ser ela mesma. Fui e vim, enfrentei-a sem medo, disposto e resoluto.
Portanto, bati à sua casa e com o coração disparado (a taquicardia parecia levar-me ao paroxismo) vi que tudo não passou de intrigas, uma injúria de que estava sendo vítima, creio que com a finalidade de abalar nosso recém, mas invejoso relacionamento. Disse-me que tinha gostado do poema e entendia a situação vexatória que passei. Fiquei aliviado, ufa!, além dos batimentos cardíacos terem se normalizados.
São, parece, sei lá, invencionices da vida mesmo. Entendo o quanto você fez tudo com paixão e sinceridade. E ela completou dizendo que eram fantasias de nossas existências juvenis. O certo é que fiquei boquiaberto com o que Gracita dizia, dando-me a entender, com suas palavras, certa semelhança de uma mulher quase madura, experimentada, precoce. Assustei-me, um pouco, com seu relato e fiquei mais surpreso quando a mesma acariciou meu rosto demonstrando talvez gratidão.
ESPAÇO LIVRE

O PODER DA POLÍTICA...


- Falando do ponto de vista político, vamos ao encontro do pensador e filósofo Emmanuel Mounier(1905/1950), quando ele alega que "o poder é por essência corruptor e opressivo". E segundo o mesmo, que a verdadeira democracia é "a busca de uma forma de governo que se articule com a espontaneidade das massas, a fim de garantir a participação dos sujeitos na ordem objetiva do poder".
Portanto, o que dizer de países onde milhares de pessoas vivem morrendo de fome, crianças e velhos abandonados, banidos, dormindo em praças públicas, debaixo de pontes e não tendo um mínimo para sobreviver? Será isso uma democracia?
Aliás, quem assistiu ao filme Quando a vida é cruel, de Jack Garfein, realizado em 1961, pôde observar a outra face de países que se dizem democráticos, aqui mais precisamente focalizando o outro lado da sociedade americana, isto é, o povo miserável de Nova York.
Pena que tal fita não deva mais existir, acho que a queimaram e jogaram suas cinzas em algum lugar ermo.




por benechaves às 21:04