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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
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a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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terça-feira, maio 06, 2008

VERSOS QUE CANTAM E ENCANTAM (29)



Foto de Pascal Renoux


De Herivelto Martins e Roberto Roberti:
Ai, ai, ai, Izaura
Hoje eu não posso ficar
Se eu cair nos seus braços
Não há despertador
Que me faça acordar
Eu vou trabalhar
O trabalho é um dever
Todos devem respeitar
Oh! Izaura me desculpe
No domingo eu vou voltar
Seu carinho é muito bom
Ninguém pode contestar
Se você quiser eu fico
Mas vai me prejudicar
Eu vou trabalhar

Obs: Versos da música 'Izaura'(1945), dos compositores acima citados.
Roberto Roberti, compositor, estreou em 1935 com o samba 'Queixas de Colombina', gravado por Carmen Miranda e a marcha 'Foi numa noite assim'. E no ano de 1938 lançou para o carnaval 'Abre a janela', que o Orlando Silva gravou.
Em outubro do mesmo ano deu o primeiro passo - juntamente com outros autores - para a formação da Associação Brasileira de Compositores e Autores. E concretizaram sua fundação em 1942.
Sua produção tornou-se menos regular a partir de 1945, depois do sucesso da composição aqui destacada. Mas, entre uma ocasionalidade e outra, incluem-se 'Pra que saber', gravado pela Ângela Maria e o samba 'Sistema Nervoso', com Orlando Correia.
'Izaura' foi gravado na época pelo Francisco Alves e recebeu o prêmio da prefeitura. Destacou-se como um dos maiores sucessos do carnaval daquele ano.
Roberto Roberti nasceu no Rio de Janeiro no dia 9 de agosto de 1915 e morreu com 89 anos em 16 de agosto de 2004.

Sobre o Herivelto Martins, vide pequena biografia nos arquivos publicada aqui em 8 de novembro passado.

Destaco alguns versos de 'Abre a Janela'(1938), que o Roberti fez em parceria com o Arlindo Marques Jr.(1913/68):

Abre a janela/ Formosa mulher
E vem dizer adeus a quem te adora
Apesar de te amar/ Como sempre amei
Na hora da orgia em vou embora.


ESPAÇO LIVRE


TÉDIO
Inebriando-me sempre de ti
permaneço sóbrio de ilusões.
De tuas cálidas, alcoolizadas
e ambíguas paixões.

E num gesto de temor
bebo o que me restou:
um corpo em transpiração.

A febre diluída do amor!


Bené Chaves




por benechaves às 21:15