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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
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a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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sábado, fevereiro 24, 2007



A SONORIDADE NO CINEMA

Húngaro (final)

A Hungria deu, antes da segunda guerra mundial, inúmeros artistas, diretores e produtores cinematográficos aos grandes estúdios da Europa e da América. E talvez por isso mesmo não tenha conseguido organizar sua própria indústria de filmes. O cosmopolita Alexander Korda (considerado um dos fundadores do cinema húngaro) foi um dos que deixaram sua pátria e passou a filmar em diversos países, enquanto o naturalizado americano Mihaly Kertesz (que mudou o nome para Michael Curtiz) também abandonava seu solo pátrio. São húngaros Geza von Bolvary, Paul Fejos, Geza Radvany, Peter Lorre e Frigyes Ban, entre outros.
Em maio de 1949 a Hungria perdia um notável teórico do cinema. Autor de ensaios de fundamental importância sobre a estética em geral, estabelece que a linguagem se realize pela montagem, enquadramento e grande plano. Estamos falando de Bela Balázs, que ainda dizia: 'talvez nenhuma outra arte permita constatar e avaliar o próprio aspecto e alcance social como a arte do cinema, a ponto de se poder dizer que no cinema a arte não é o mais importante'. Balázs foi autor de argumentos de fitas célebres, como A ópera de três vinténs (Pabst, 31), Em qualquer parte da Europa (Radvany, 47), e Pedaços da terra ( Frigyes Ban).
Aliás, foi com Radvany e Ban que o cinema húngaro manifestou - no pós-guerra - toda a sua pujança, projetando-se pela primeira vez no cenário mundial. O tema da infância abandonada é abordado no filme Em qualquer parte da Europa (que foi exibido aqui em Natal ainda no tempo do Cine-clube Marista, uma época áurea e saudosa para quem a vivenciou), que o cineasta Nicolai Ekk já focalizara - mais de dez anos antes - em Caminho da vida, de 1931, o Vittorio De Sica em Sciuscià/Vítimas da tormenta, de 1945/46 e o espanhol Luis Buñuel em Los Olvidados/Os Esquecidos, que realizou no México em 1950.
Foram com estes dois nomes, enfim, (Radvany e Ban) que o cinema na Hungria iniciou uma sólida confiança nas possibilidades e perspectivas de um futuro para o cinema do país.

ESPAÇO LIVRE

No dia 20 de agosto de 2004 publiquei este poema aqui mesmo, quando o nosso 'O Apanhador de Sonhos' iniciava uma jornada que se estende há mais de dois anos. Exibo novamente o 'Ato Final' para quem não o viu naquele período. E espero que tenham uma boa leitura.


ATO FINAL

Os teus sensuais seios
brotaram em mim
tumescências viscerais
cobiças violentas
flagelações...
E no alvorecer tardio
você trouxe a aurora
e eu te dei perene
uma última gargalhada.

Bené Chaves





por benechaves às 10:00