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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
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a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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sexta-feira, dezembro 22, 2006



A SONORIDADE NO CINEMA

Francês (2)


René Clair (Sob os tetos de Paris, 30, um dos maiores sucessos no começo do cinema falado), realizador dos mais famosos, autor de belos filmes, foi a princípio um dos adversários da técnica sonora. Lembro-me aqui de Por ternura também se mata/Porte de lilás, 57, que foi bastante apreciado pela crítica de então. Será que teremos algum dia a oportunidade de rever tal filme? Vamos esperar que seja lançado em dvd. Obras importantes constam da filmografia de Clair na fase silenciosa ( Entr'acte, 24, Um chapéu de palha da Itália, 27, O fantasma do Moulin Rouge, 24) e talvez tenha sido o motivo primeiro de sua não preferência pelo som. Mas, depois teve de ceder ante a imposição tecnológica. Emigrou para Hollywood onde fez comédias ricas de sátiras como O tempo é uma ilusão, 43, Casei-me com uma feiticeira, 42. Deixou, porém, O silêncio é de ouro, 47, deliciosa historieta romântica e nostálgica, como um dos últimos filmes nos bastidores da cena muda.
Jean Renoir realizou em 1931 seu grande filme sonoro, uma obra, segundo a crítica especializada, amarga e violenta: A Cadela, 31. Outras fitas que se destacaram foram: O crime de Mr. Lange, 36, Une Partie de Campagne, 36, A besta humana, 38, O rio sagrado, 50. E principalmente talvez seus dois melhores filmes: A grande ilusão, 37 e A regra do jogo, 39. São filmes dotados de forte conteúdo humano/social e também político. Mas, o cineasta é pouco visto aqui em Natal.
Em Hollywood, Renoir realiza o que ele chama de 'experiência americana', porém parece que nenhum filme deste período conseguiu conquistar o público. E nem mesmo o seu Amor à terra, 45, ou sua adaptação de Segredos de Alcova, 46, não o fez deixar de se decepcionar com o sistema imposto pelas normas americanas.
Jacques Feyder vem também do período silencioso e em plena era sonora emigrou para Hollywood onde fez O Beijo, 29, com Greta Garbo, seu último filme mudo. Decepciona-se e volta à França em trabalhos com o som: fez fitas elogiáveis como A última cartada, 34 e, sobretudo, A quermesse heróica, 35. Contudo, não teve evidência maior.
Julien Duvivier foi outro que veio da cena muda, mas nesta fase nunca passou da mediocridade. Suas realizações tiveram destaques no período sonoro, desabrochando-se em O demônio da Algéria, 37 e Um Carnet de Baile, 38. E se afirmou na fase sonora com Poil de Carolle, 32 e La Tête d'un Homme, 33. Todavia, decepcionou em Hollywood e na Inglaterra. Foi o chamado 'metteur-em-scène' sem maiores projeções.
Marcel Carné também se evidenciou na fase sonora e depois de algumas estréias felizes como Trágico amanhecer, 39, Cais das sombras, 38 e Os visitantes da noite, 42, parece ter se firmado com a obra-prima O Boulevard do Crime, 45.
Várias são os diretores e não poderíamos deixar de mencionar nomes com Marc Allégret (Fanny, 32), Léonide Moguy (Prisões em carrascos, 38), Sacha Guitry (O romance de um trapaceiro, 36), Grémillon (La Petite Lise, 30). E durante ou no pós-guerra, destacaríamos Yves Allégret (Escravas do amor, 48), Jacques Becker ( Amores de Apache/ Casque d'Or, 52), Christian Jaque (Se todos os homens do mundo, 55, exibido na época do Cine Clube Tirol), Clouzot (O salário do medo,53) e Léo Joannon (Desespero D?Alma, 53, um bom filme que foi exibido aqui entre nós nos finais dos anos 50).

ESPAÇO LIVRE



UM BELO E FELIZ NATAL PARA TODAS AS MINHAS AMIGAS BLOGUEIRAS OU NÃO. E TAMBÉM PARA TODOS OS AMIGOS. QUE ELE TRAGA A PAZ E A FELICIDADE SEMPRE PRETENDIDAS ANO A ANO.
Bené Chaves

por benechaves às 16:15