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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
Livros Publicados:
a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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sábado, dezembro 02, 2006

PALAVRAS QUE INQUIETAM (21)



* No livro Ana-não, o escritor espanhol Agustín Gómez-Arcos (que se refugiou na França desde a década de 60) nos conta a densa história desta incrível mulher Ana Paúcha, que viveu durante a Guerra Civil de 1936-39. E esse extraordinário romance começa assim: "Ana Paúcha, acorda. Deixa a tua casa antes que ressurja o sol. A lua está morta. Ninguém te verá partir. Ninguém. Nem animal. Nem estrela. Não deve haver testemunhas do que tens de fazer. Deves empreender a viagem com dignidade, sem medo. Com a esperança de que não serei tão mesquinha contigo quanto a Vida". E tem o desfecho não menos sublime, definitivo: "A neve recomeça a cair, serena, fiel, envolvendo no seu sudário o cadáver de uma mulher chamada Ana Paúcha, de setenta e cinco anos, que foi esposa, mãe e viúva de quatro homens Paúchas, ceifados pela guerra civil espanhola e suas prisões de ódio".
A narrativa apaixonante de Gomez-Arcos torna seu romance um dos melhores momentos da literatura universal, principalmente no que diz respeito à condição humana, revelada aqui de forma instigante.


* Somente como ilustração e curiosidade, citamos aqui um rústico homem nascido nos confins dos Estados Unidos, um tal de Brigham Young, aí por volta do ano de 1801. Foi uma figura inusitada, pois, no curso de sua vida, sustentou nada mais, nada menos, do que 27 esposas e 56 filhos. Não era filósofo coisa nenhuma, mas teve uma capacidade extraordinária de meditar, porém apenas na sua procriação. Era a bigamia já em evidência (e que evidência!) em tempos idos.

* São Francisco de Assis nasceu em 1182 e morreu em 1226. Era um verdadeiro santo, foi um dos homens que mais amou na terra. Renunciou a uma vida de prazeres para viver na mais pura pobreza. Compreendia a tristeza e a beleza da vida. Pertencia a uma cadência única de solidariedade no chamado "poema da criação". Foi a versão italiana de Buda. E justamente com o mesmo, ambos, às portas da morte, pediram aos amigos que os deitassem na terra nua, pois seriam mais felizes quando desembaraçados pelas coisas más deste mundo. Seu nome verdadeiro era Francesco Bernardone, filho de Pietro Bernardone, próspero negociante de panos na Úmbria. Quando rapaz era impulsivo, rebelde, mas generoso em demasia. Gastava dinheiro mais nos prazeres dos outros do que consigo mesmo. Era o mais rico dos homens, pois andava satisfeito com o pouco que tinha e ficava contente quando menos possuía. A sua felicidade consistia em pensar mais nos outros do que em si mesmo. Era a sua meta de vida. E possuía pouca instrução. Assim vageou pelo mundo esta bondosa alma consumido pela nobre paixão de praticar somente o bem. E dizia sempre: "felizes os que vivem em paz, benditos sejam teus filhos... Abençoados sejas tu, por nossa irmã, a vida, e por nossa irmã, a morte... Felizes os que, à hora da morte, são encontrados na obediência ao teu santo mandamento - Amai-vos uns aos outros".

Espaço livre

Compartilho hoje do poema da Euza Noronha, a Loba do blogue 'corpus et anima', diretamente responsável pela publicação do livro corpo e alma em verso e prosa, coletânea de autores blogueiros. E quem se interessar em adquirir algum exemplar é só falar com a mesma. Vamos, portanto, ao poema:


ABORTAGEM POÉTICA


tem um poema que
mora dentro de mim:
tem cara de leminski
e jeito de drummond

(se estou triste
ele chove
se apaixonada
vira noite de sol
se indignada
o avesso da pele)

com medo de plágio
mexo invento remexo
e (pre) paro o parto

em plena afasia
verso vira asfalto

mato a poesia


por benechaves às 11:25