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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
Livros Publicados:
a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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domingo, novembro 19, 2006


PALAVRAS QUE INQUIETAM (20)



· Nascia, então, o filósofo Aristóteles, no ano 384 a.C., discutindo, depois, se poderia ou não existir um ser humano imaginário. E assim se expressou com dignidade: "O homem ideal é altruístico porque é sábio... Não fala mal dos outros, nem sequer dos inimigos, a não ser que o faça diretamente a eles... Não guarda rancor e sempre esquece as injúrias... Em resumo, é um bom amigo para os outros porque é o melhor amigo de si mesmo". E acrescenta adiante que ele "sente prazer em fazer favores a outros homens, mas envergonha-se quando outros lhe fazem favores".
É, meu caro Aristóteles, parece que não existiu ou existe neste mundo pessoa tão perfeita.

· O que diria o genial Charles Chaplin, autor da obra-prima Luzes da cidade? No entremeio de O grande ditador ele satiriza principalmente Hitler quando na antológica seqüência brinca com o globo terrestre como se fosse uma criancinha acariciada ao colo. Queria, óbvio, dominar o mundo. Mas, no final do filme Carlitos proclama uma bela mensagem : "Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto, lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. Neste mundo há espaço para todos".
Creio, por conseguinte, que Aristóteles se contentaria se pudesse ter escutado Chaplin falar. Infelizmente eles viveram em épocas bem distantes. Mas, não teria sido um espaço e passo para homens e mundos ideais?


ESPAÇO LIVRE


SELO DA VIDA


No desespero e postura de seres vivos
soçobrando ante o passar dos tempos
a morte joga xadrez na certeza da
incerteza e irrisória vida.

E a imagem abismal do mar sinuoso
obscurece o ser do destino fatal.

No desfecho da narração-poema
a final e pictórica paisagem.

Não há de ser um alumbramento?

Bené Chaves


por benechaves às 10:55