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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
Livros Publicados:
a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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sábado, agosto 12, 2006



PALAVRAS QUE INQUIETAM (8)




Jean-Paul Sartre, filósofo francês, já citado aqui, dizia contraído que "quando se vive, não sucede nada. Os cenários mudam, as pessoas entram e saem; é tudo. Nunca há princípios, os dias sucedem aos dias, sem tom nem som; é um alinhamento interminável e monótono", muito embora o escritor americano Henry Miller tivesse sua própria visão e feito a apologia de uma vida descontraída, quando afirma peremptório "a maravilha de simplesmente respirar com naturalidade, jamais se apressar, jamais ir a parte alguma, jamais fazer algo importante - exceto viver", complementando sua filosofia de vida e dizendo em alto e bom som que "quando a dor desaparece, a vida parece formidável, mesmo sem dinheiro, amigos ou grandes ambições" .


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E dentro deste mundo cheio de contradições, inversões e reversões, existem aqueles que são egocêntricos, vaidosos, orgulhosos, os que pensam ser os donos da verdade. E aí, então, chega o célebre Santo Agostinho e vaticina veemente: "há pessoas que se apegam à sua opinião não porque seja verdadeira, mas porque é sua".
Não é uma máxima formidável e sempre atual? Quantas pessoas ainda assim nesta vida de risos e de lágrimas!...


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E os que falam demais, tagarelam, inventam, reinventam, distribuem mentiras, fofocas, boatos e coisa e tal? Baltazar Gracián, após analisar caso a caso, disse com sabedoria que "devemos falar como nos testamentos: quanto menos palavras, menos questões", dando ensejo para que outro brilhante aforismo de Hugo Fóscolo completasse que "uma parte dos homens procede sem pensar e a outra pensa sem proceder".


ESPAÇO LIVRE


PARALELO


Encantado pela tua presença
o silêncio arrepia a madrugada
e o orvalho goteja de sedução
em uma aurora ávida de desejos
erguendo-se palpitante a lutar
num mundo de suplícios e
escuras emoções.

O teu prazer, a tua imagem
despertando pura inspiração.

E a lua e o sol iluminados
duelando na existência
entre um espaço e outro
de uma sublime fantasia.


Bené Chaves


por benechaves às 08:39