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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
Livros Publicados:
a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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sexta-feira, agosto 04, 2006


PALAVRAS QUE INQUIETAM (7)




· Embora o filósofo Epicuro (342 /270 - a.C.) tenha dito sabiamente que " a amizade é uma coisa doce, bela e sagrada, o único dom certo que possuímos neste mundo duvidoso" e sabendo alguns de nós que "o máximo que se pode atingir na vida não é o dinheiro, nem o poder, mas a honra, o amor, a certeza de ter vivido utilmente", sentença dita pelo escritor e pensador Schlesinger, como também poucos são conscientes da frase de Sófocles (496/405 - a.C.) de que "só o tempo pode revelar-nos um homem bom, o perverso pode ser conhecido apenas em um dia", vivemos, infelizmente, numa sociedade falsa, egoísta, corrupta e, sobretudo, hipócrita. É o preço que se paga pela diversidade e ambigüidade do mundo.


· Diziam os estudiosos de Voltaire (1694 /1778) - cujo verdadeiro nome era François Marie Arouet - que ele era uma pessoa paradoxal ao extremo. Foi preciso a parteira dá-lhe palmadas para que sobrevivesse. Os médicos não lhe deram mais do que quatro dias, mas ele enganou a todos e viveu oitenta e quatro anos. Desprezava a humanidade, embora gostasse dos homens. Ridicularizava o clero, porém dedicou um de seus livros ao Papa. Falaram também que odiava a hipocrisia, empenhando-se com o riso na tarefa de afligir seus mentores. Todavia, era um hipócrita na atitude com os judeus. Não acreditava em Deus, mas sempre procurou encontrá-Lo. No entanto, tinha um discernimento incomum em relação às instituições políticas e sociais de seu tempo. E numa profunda verdade sentenciava: "rio-me, para não enlouquecer".
E o que diremos nós, caro Voltaire, já tão calejados, hoje em dia, dessas malfadadas instituições? O jeito mesmo é rir, amargamente rir, senão enlouqueceremos todos.

ESPAÇO LIVRE


MUDANÇA


Quando te vi pensei
logo em querer-te
nesta minha incessante
cobiça para o belo.

E tu eras menina!

Quando te olhei
delineei teu corpo e
tive um desejo raro
de tê-la nos braços.

E tu eras ainda moça!

Senti uma lânguida
esperança nos caminhos
traçados em uma estrada
penosa e adversa.

E tu eras uma mulher!

Então chorei lágrimas secas
no acaso de ilusões perdidas
na gulodice de meu amor e
sentimento brotado do nada.

E tu eras já um desejo sofrido!


Bené Chaves



por benechaves às 21:41