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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
Livros Publicados:
a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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sábado, julho 08, 2006


PALAVRAS QUE INQUIETAM (4)


- Será que o mundo é mesmo inteligível, como queria Hegel? Segundo ele "a razão encontra-se no âmago das coisas". Porque, acrescentava então, "quando o homem perde a fé nos valores da vida humana, a civilização retrocede". Em tese dizia que "a vida tem a morte, e o amor, o ódio. O dia tem a noite, e a mocidade, a velhice". Afinal de contas, ela, a vida, "é uma luta de forças opostas tentando combinarem-se umas com outras, numa unidade mais elevada".

- E o filósofo Epicuro ( 342/270 a.C.) o que diria de tudo isso? Antes de mais nada, quando tinha apenas doze anos, seu professor tentou explicar a criação do mundo.
- Tudo vem do caos, disse-lhe o mestre.
- Sim...- retrucou Epicuro,- mas de onde proveio o caos?
-Não sei, ninguém sabe..., voltou-lhe a dizer.
Era um descrente que negava a humanidade de Deus, porém sustentava a divindade do homem. No início dizia que "o propósito de viver é gozar a vida. Mas, para que possamos gozá- la, devemos compreendê-la". Afirmava ser ela "apenas um acidente mecânico", porque acreditava sinceramente que "a vida do homem é uma farsa demasiado louca... é um guerrear contínuo, e não há trégua para nenhum de nós senão na morte". Sobre a verdadeira religião dizia que "ela não consiste no sacrifício, na superstição ou no medo. Consiste, antes, numa piedosa imitação dos deuses, isto é, na contemplação da natureza do mundo".
E quanto ao aspecto de nossa vivência aqui acrescentava que "a terra em que vivemos, é-nos arrendada por algum tempo, e, ao chegar o momento de partirmos, somos despejados sem aviso prévio". Afinal, "se os sofrimentos da vida podem reconciliar-nos com a morte, a santidade da amizade pode reconciliar-nos com a vida", concluía triunfante.

ESPAÇO LIVRE


DELÍRIO



À luz do dia te vi
na neblina da manhã
tua imagem a reflorir
em águas pálidas.

Consumi teu encanto
e espalhei na bela orla
a luz do crepúsculo.

E nas areias difusas
imaginei-a Deusa.

Bené Chaves

por benechaves às 09:08