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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
Livros Publicados:
a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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segunda-feira, dezembro 26, 2005

O PRAZER DA ILUSÃO


Era, portanto, através de um limitado lugar, em uma apertada poltrona, que pude avaliar o que de ruim ou bom acontecia nas cidades ou vilarejos à vista. E os belos mostruários confrontando com o que de pior existia: a face negra e dilacerada de populações inteiras em sofrimento. Também não deixei de ver situações engraçadas, sátiras aos costumes inadequados de uma vida, retratos fiéis de uma gente clamando por algo melhor. Então, existe aquela história de humor em um filme policial. Os membros de uma corporação descobrem ladrões roubando jóias e os cercam para detê-los. Mas, como os mesmos estão no subsolo e eles não têm como segurá-los, descem uma corda para fazê-los subir. Em conseqüência os gatunos agarram os benditos cabos e os policiais dão ordem de prisão. Grita um deles: mãos ao alto! Lógico que os mesmos não poderiam soltá-las. Se assim os fizessem, despencariam no chão. A fita em questão é Rififi, produção de 1954 do cineasta americano Jules Dassin, que nos deu depois outro belo exemplo: Aquele que deve Morrer, realizado em 1957. No primeiro caso acima, seria a facilidade da ironia localizada e ensaiada numa narrativa de ação. Sem antes saber, contudo, que o tratamento dado teria de ser de valor sóbrio e sem rodeios ou floreios, amoldado no fino trato de sua realização.

Tudo, enfim, era-me passado no rosto como se fosse fictício e esquecido, pois se oferecia somente como um mero sonho. Porém traduzia e trazia a realidade embutida nas belas imagens. Imagens delirantes e às vezes sofridas, ainda na minha fase da puberdade ou mesmo pós-adolescência. Talvez não tivesse um olhar cauteloso para uma análise adequada, mas ia, evidente que sim, moldando e ditando a narração crítica do que tinha sido mostrado. Seria o aperfeiçoamento natural e funcional trilhando uma meta de vida.

Presenciei, então, amostras de todo tipo. Desde filmes de guerra, os sofrimentos e seqüelas que a mesma deixava, ao seu lado oposto, ou seja, a comédia, que trazia apenas riso e alegria. Vi também o perfil das tragédias, quando observava contendas entre seres (ditos) humanos lutando por causas materiais. A inclusão igualmente daquela história (Morangos Silvestres, do mestre Ingmar Bergman) do dolorido ajuste de contas que a velhice provoca entre o homem e seu tempo. E dramas do cotidiano mostrando também uma sociedade cheia em demasia de vícios e vicissitudes. Uma gama de acontecências e advertências, claro, sem sair um instante da poltrona quase sempre desconfortável. Talvez a mesma já estivesse marcada de minha constante presença.

E, numa sessão extra, lá fui eu assistir a um filme com a atriz preferida de meus sonhos. Em dado momento levei um tremendo susto. Ouvi um psiu psiu insistente e quase tive um chilique quando a bela Kim Novak acenou para mim e convidou-me ao encontro dela. Detive-me meio sem jeito e saí de fininho, encabulado que fiquei com a platéia curiosa. Subi ao palco e tive coragem, nem sei como, de ir tentar falar com a atriz. Vi-a delirante e desejosa, como se quisesse minha dedicação extrema. Abraçá-la-ia, pensei em quase êxtase, com todo o meu carinho. E, imbuído de uma afoiteza incomum, não contei conversa e parti para cima da linda mulher. Comecei a beijá-la e a afagá-la. Estava encantado e assombrado. Entrei, portanto, em absoluta alucinação, sucumbido e fulminado ante o momento vivido, indo chocar-me, em seguida, de supetão àquele momentâneo e belo cenário. E quando abri os olhos tudo não passou de uma imaginação. Caí, então, frustrado e abalado. Seria mais outra ilusão em minha vida.

ESPAÇO LIVRE

O MELHOR DA COMÉDIA NO CINEMA (II)


Dando continuidade a enquete das melhores comédias de todos os tempos, no dia 08 de janeiro de 1995 em complemento às comédias americanas, a Tribuna do Norte publicava as melhores comédias européias numa pesquisa com 13 pessoas amantes do cinema. Vamos, portanto, ao resultado final, a chamada seleção das seleções:


1. Amarcord (Federico Fellini, 1974)
2. Meu Tio (Jacques Tati, 1958)
3. As Férias do Sr. Hulot (Jacques Tati, 1953)
4. As Aventuras de Tom Jones (Tony Richardson,1963)
5. Quinteto da Morte (Alexander Mackendrick, 1955)
6. As Oito Vítimas (Robert Hamer, 1949)
7. Divórcio à Italiana (Pietro Germi, 1962)
8. O Incrível Exército de Brancaleone (Mario Monicelli,1965)
9. A Bossa da Conquista (Richard Lester, 1965)
10. Seduzida e Abandonada (Pietro Germi, 1963)

por benechaves às 17:05