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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
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castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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quinta-feira, novembro 11, 2004


Abro hoje mais um parêntesis para compartilhar com todos vocês da crônica do escritor e crítico de cinema Francisco Sobreira (Natal) sobre os 25 anos da morte do grande cineasta JEAN RENOIR.



JEAN RENOIR

Francisco Sobreira

Disse François Truffaut que esse filho do pintor Auguste Renoir foi o maior cineasta do mundo; contudo, o diretor de Jules e Jim fazia a ressalva de que a sua opinião revelava um sentimento pessoal. O certo é que Jean Renoir tornou-se um dos diretores mais importantes, por ter realizado alguns grandes filmes na década de 1930. Foi, de longe, o seu período de maior vigor criativo, quando fez A Grande ilusão (1937) e A Regra do jogo (1939), duas incontestáveis obras-primas, de presença obrigatória em qualquer relação dos maiores filmes de todos os tempos. Sobre A Regra do jogo, aliás, Truffaut dizia que ele e Cidadão Kane foram os filmes que mais despertaram vocações de cineastas. Ainda dos anos 30 é Toni (1934). Ao narrar um fato verídico, com elementos e características que balizaram o Neo-Realismo italiano, Renoir antecipou, para alguns críticos, a inauguração daquele movimento em quase dez anos.

Um dado a destacar na obra de Renoir é que boa parte dela foi buscar inspiração na literatura. Ele adaptou para o cinema, sempre escrevendo o roteiro, Émile Zola (Nana e A Besta humana), Hans Christian Anderssen (La Petit Marchande de Allumettes), Georges Simenon (La Nuit du Carrefour), Gustave Flaubert (Madame Bovary), Guy de Maupassant (Une Partie de campagne), Maximo Gorki (Bas-fond), além de autores menores.

Seu primeiro contato com o cinema deu-se em 1902, com a idade de oito anos. Ele recorda a experiência, com emoção e nostalgia, no livro Escritos sobre cinema (editora Nova Fronteira, 1990), uma coletânea de memórias, artigos e crônicas. Num domingo de manhã, no internato em que Renoir estudava, apareceu um homem com um cinematógrafo, para promover uma sessão de cinema. Ele confessa que começou a amar o cinema, a partir daquela exibição, e que nunca esqueceu o programa apresentado naquele remotíssimo domingo, dando tudo para poder revê-lo.

Durante a Segunda Guerra, Renoir manteve um auto-exílio nos Estados Unidos, onde dirigiu cinco filmes. É o período menos feliz de sua carreira, com resultados inferiores aos obtidos por seus compatriotas Julien Duvivier e René Clair no mesmo país. Qual a razão disso? É muito provável que o mais francês dos diretores, na visão do historiador e crítico Georges Sadoul, não tenha se adaptado à realidade da sociedade ameicana, nem ao sistema de cinema hollywoodiano. O mesmo Sadoul afirmou, com um certo exagero, que esses anos de Renoir na América foram quase perdidos para o cinema.

Foi o mais ilustre, mas não o único da família Renoir a se envolver com o cinema. O irmão Pierre foi ator (teve a sorte de atuar em O Boulevard do crime, a obra-prima de Marcel Carné), e o filho deste, Claude, destacou-se como um talentoso diretor de fotografia, tendo trabalhado em alguns filmes do tio.

Jean Renoir faleceu em 1979, há 25 anos, portanto, nos Estados Unidos, onde estava residindo.


ESPAÇO LIVRE
PARAFRASEANDO...

Vivendo lá nos idos dos anos 531-478 a C., o filósofo Confúcio ? quanto aos caminhos e descaminhos obscuros de uma vivência justa ? declarava: se a humanidade fosse governada com justiça durante apenas um século, toda violência desapareceria da terra. Procurava compreender o ser humano, porém batia na tecla de que não me preocupa muito que os homens não me entendam.O que me aflige é não os entender.
Vejam como naquele tempo as pessoas já eram difíceis. Avaliem vocês, caros leitores e leitoras, se Confúcio vivesse no mundo atual, com um elo forte de corrupção atiçando as falsas probidades humanas. Acho que ele não resistiria...

por benechaves às 21:01