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Bené Chaves <>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema.
Livros Publicados:
a explovisão (contos, 1979)
castelos de areiamar (contos, 1984)
o que aconteceu em gupiara (romance, 1986)
o menino de sangue azul (novela, 1997)
a mágica ilusão (romance, 2001)
cinzas ao amanhecer (poesia, 2003)
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domingo, agosto 01, 2004

o apanhador de sonhos

Quanto mais você racionaliza, menos você cria.

(Raymond Chandler)

                    por Bené Chaves



                Gupiara meu amor



                Nasci numa cidade chamada Gupiara. É uma palavra de origem indígena, dizem que vem do tupi Kuru-piara.Tal designação deve-se a crença ou lenda dos que moram no morro. Alguém, em tempos idos, achou um depósito de diamantes na parte alta do lugarejo. Imensas jazidas em cascalho. Esse sujeito, no mínimo, deve ter ficado milionário.
                Também não sei porque meu pai inventou de morar ali. Será que tava pensando em competir com o ilustre cidadão acima? Talvez tenha sido apenas uma coincidência, sei lá...
                Gupiara tinha mais ou menos uns oitenta mil habitantes, população essa de descendentes e emigrantes. Era bom morar naquela pacata cidade, a pracinha então sendo o palco de suas lorotas. As loas ao suposto homem descobridor se tornavam freqüentes, fantasiosas.
                Na entrada da mesma, naquela luz frouxa, vislumbrava-se um enorme cartaz com os dizeres: é proibido não ser honesto, justo. Também é proibido haver progresso, corrupção.
                Foi tal placa que me fez gostar da província. Pareciam ser sérios os dirigentes da cidade. Pareciam...
                Porém, cresci com a própria e com ela me criei, na aparente inocência e suposta pureza. Gupiara tornou-se, em pouco tempo, a minha principal existência.
                Tudo começa, portanto, como o fato é contado: antes e depois, depois e antes, sem qualquer ordem cronológica.


ESPAÇO LIVRE



ESTRADA DA VIDA


No meu longo e penoso caminhar
naquela velha floresta obtusa
eu atalho as últimas distâncias
recolho frutos gastos e podres
chegando ao teu difícil encontro
na esperança deles renascerem.

E então possuo-a no esplendor
de uma nova existência.


Bené Chaves

por benechaves às 22:40